O Brasil é um país de empreendedores. Mas, diferente das capas de revista de negócios, o empreendedorismo real nas periferias e lares brasileiros não nasce em escritórios com ar-condicionado. Ele nasce na cozinha de casa, na máquina de costura herdada da avó, na necessidade urgente de colocar comida na mesa quando o desemprego bate à porta.
Chamamos isso de “Empreendedorismo de Necessidade”. É quando a criatividade se torna a única ferramenta de sobrevivência.
Porém, para começar qualquer coisa — seja vender bolo de pote, fazer salgados, consertar roupas ou vender artesanato —, é preciso de um mínimo de investimento. É preciso comprar a farinha, o tecido, a linha. E é justamente aí que muitos sonhos travam: “Eu tenho a vontade, tenho o talento, mas não tenho o dinheiro para a primeira compra de material”.
É neste ponto crítico que a solidariedade do Clique Solidário atua como uma alavanca.
Neste artigo, vamos contar como doações pontuais (seja de dinheiro, alimentos ou eletrodomésticos) têm servido de “capital semente” para transformar beneficiários em microempreendedores.
A História da “Dona Ana”: O Retrato de Milhões de Brasileiras
Vamos usar o exemplo de Ana (baseado em relatos reais da nossa comunidade). Ana trabalhava como auxiliar de limpeza, mas perdeu o emprego. Com dois filhos pequenos e as contas acumulando, ela lembrou que todos elogiavam seu pão caseiro.
A ideia era ótima: vender pães na vizinhança. Mas a realidade era dura: ou ela comprava os ingredientes (trigo, ovos, leite, fermento) ou comprava o almoço do dia para as crianças. O dinheiro não dava para os dois. O sonho do negócio morreu antes de começar por falta de R$ 50,00.
Essa é a “armadilha da pobreza”. A falta de recurso impede a pessoa de gerar novos recursos.
Quando a Doação Vira Ferramenta de Trabalho
Foi nesse momento de impasse que Ana conheceu o Clique Solidário. Ela se cadastrou, sem muita pretensão, apenas com a esperança de ganhar uma cesta básica para aliviar as despesas de casa.
Quando ela foi contemplada, algo mudou na matemática daquela casa. Ao receber a Cesta Básica, Ana não precisou gastar o pouco dinheiro que tinha no mercado. Aquela economia liberou o orçamento para que ela comprasse os ingredientes dos primeiros pães.
Ou imagine o caso de quem ganha um Auxílio Financeiro. Para muitos, aquele valor não é gasto em supérfluos, mas investido:
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Na compra de um liquidificador para fazer sucos e vender na praia.
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Na compra de um kit de manicure para atender clientes em casa.
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Na compra de crédito para o celular para trabalhar como entregador ou motorista de app.
A doação deixa de ser apenas “assistência” e vira “investimento”.
O Efeito Multiplicador: Como 1 vira 10
O mais bonito dessas histórias de superação é o efeito multiplicador. Voltando à Ana: com a primeira fornada de pães financiada indiretamente pela doação, ela faturou R$ 100,00. Com esses R$ 100,00, ela reinvestiu R$ 50,00 em mais material e usou R$ 50,00 para casa.
Em três meses, o que começou com uma ajuda solidária se tornou a renda principal da família. Ana recuperou não apenas o poder de compra, mas a sua autonomia. Ela não precisa mais esperar pela sorte ou pela ajuda de terceiros; ela agora caminha com as próprias pernas.
Isso prova que a solidariedade não cria dependência, como alguns críticos dizem. A solidariedade bem aplicada cria liberdade.
Eletrodomésticos que Mudam o Jogo
Muitas vezes, sorteamos no Clique Solidário itens como tanquinhos, geladeiras, fogões ou batedeiras. Para quem olha de fora, é apenas um objeto. Para quem recebe, pode ser a inauguração de uma empresa.
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Um tanquinho novo libera a mãe de horas no tanque, permitindo que ela tenha tempo para trabalhar fora ou estudar.
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Um fogão melhor permite assar mais bolos ao mesmo tempo, aumentando a produção de quem vende doces.
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Um smartphone simples permite que um jovem estude, procure emprego ou gerencie as vendas da família pelo WhatsApp.
No Clique Solidário, nós vibramos quando vemos fotos de ganhadores usando seus prêmios para trabalhar. É a prova máxima de que nossa missão está sendo cumprida com excelência.
Você Tem um Sonho Guardado na Gaveta?
Talvez você esteja lendo este texto e se identifique com a Ana. Talvez você tenha um talento — sabe costurar, sabe cozinhar, sabe consertar coisas — mas falta aquele empurrãozinho inicial.
Nós queremos ser esse empurrão.
Ao participar das campanhas do Clique Solidário, olhe para os prêmios com olhos de estrategista. Pergunte-se: “Como eu posso usar isso para mudar minha vida?”.
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Se ganhar dinheiro, invista em você.
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Se ganhar alimentos, use a economia para poupar.
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Se ganhar equipamentos, coloque-os para trabalhar.
Não subestime o poder de um pequeno começo. Grandes histórias de sucesso muitas vezes começam com um momento de dificuldade e uma mão estendida na hora certa.
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