O Brasil é um país de dimensões continentais. E, infelizmente, é também um país de muitas despedidas. Todos os dias, filhos deixam a casa dos pais no interior para buscar emprego nas capitais. Pais deixam os filhos com os avós para tentar a sorte em outro estado.
A promessa é sempre a mesma: “No Natal eu volto”. Mas a vida é dura, o salário mal paga o aluguel e a comida, e o preço da passagem de ônibus ou avião sobe a cada ano. O Natal passa, o aniversário passa, e a distância só aumenta.
A saudade é uma dor física. Ela aperta o peito de quem ficou e de quem partiu. Ver a família apenas pela tela fria do celular não substitui o calor de um abraço.
No Clique Solidário, nós sabemos que o dinheiro serve para muitas coisas, mas a melhor delas é encurtar distâncias. Nossas campanhas de Auxílio Financeiro (Pix) muitas vezes financiam esses reencontros tão esperados.
Neste artigo, vamos contar a história de Dona Marta e seu filho Ricardo, separados por 2.000 km e pela falta de dinheiro.
Cinco Anos de Espera e um Coração Apertado
Dona Marta (nome fictício, história real), de 68 anos, morava no interior da Bahia. Seu filho caçula, Ricardo, tinha ido para São Paulo tentar a vida na construção civil cinco anos atrás.
Desde então, eles só se falavam por vídeo. Ricardo sempre mandava um dinheirinho para ajudar a mãe, mas nunca sobrava o suficiente para comprar a passagem de ida e volta para visitá-la. A passagem custava quase um mês de aluguel dele.
Dona Marta sentia que estava envelhecendo e tinha um medo secreto: o de partir sem abraçar o filho mais uma vez. Ela guardava cada moeda que sobrava da feira num potinho, mas a inflação sempre comia suas economias. O reencontro parecia impossível.
O Cadastro Feito com Lágrimas nos Olhos
Foi uma vizinha quem cadastrou Dona Marta no Clique Solidário. “Tenta, Dona Marta. Pede pra Deus pra ganhar esse Pix pra trazer seu menino”, disse a amiga.
Dona Marta não entendia muito de internet, mas entendia de fé. Ela pedia todos os dias não por riqueza, mas por uma oportunidade.
Quando a nossa equipe ligou para avisar que ela havia sido sorteada com um Auxílio Financeiro, Dona Marta não perguntou o valor. Ela só perguntou: “Dá pra comprar a passagem de ônibus de São Paulo pra cá?”. Quando dissemos que sim, o choro dela do outro lado da linha emocionou a todos nós.
O Dia que o Ônibus Chegou
O dinheiro do prêmio foi transferido para Ricardo, que comprou a passagem imediatamente.
O dia da chegada foi um evento na pequena cidade. Dona Marta estava na rodoviária duas horas antes do ônibus chegar, usando seu melhor vestido. Quando Ricardo desceu do ônibus, cansado de 30 horas de viagem, ele largou a mala no chão e correu.
O abraço durou minutos. Não precisava de palavras. Aquele abraço curou cinco anos de saudade. Curou a solidão de Dona Marta e renovou as forças de Ricardo.
Dinheiro que Compra Memórias
Para muitos, o valor daquele Pix poderia ser gasto em um celular novo ou em roupas. Mas para aquela família, o dinheiro teve o destino mais nobre possível: restaurar um vínculo de amor.
A visita durou apenas uma semana, mas as memórias daquele reencontro, as fotos tiradas e as risadas na cozinha vão sustentar Dona Marta e Ricardo por muito tempo.
O Clique Solidário não doa apenas valores monetários. Nós doamos a possibilidade de viver momentos que não têm preço.
Quem Você Gostaria de Abraçar Hoje?
Sabemos que existem milhares de “Martas” e “Ricardos” pelo Brasil. Pessoas que se amam, mas que estão separadas pela barreira financeira da passagem.
Se você vive essa saudade que dói, não perca a esperança. O Clique Solidário pode ser o patrocinador do seu próximo abraço.
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Mentalize o reencontro.
A distância pode ser grande, mas a sorte e a solidariedade podem construir a ponte que falta para você chegar em casa.
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